Não vale a pena despertar
Eu vou sair
Por aí afora
Atrás da aurora
Mais serena
Composição: Chico Buarque/1971
Porque a vida é feita de afinidades que criam aproximações, algumas para a vida (os nós cegos), outras que suportam todas as adversidades (os nós verdadeiros) e as que se desfazem facilmente (os laços). Que a vida seja uma corrente de nós e de laços que nos ajudam a crescer e a ser...

"Grande parte da vitalidade de uma amizade reside no respeito pelas diferenças, não apenas em desfrutar das semelhanças.”
James Fredericks

Confesso acordei achando tudo indiferente
Verdade acabei sentindo cada dia igual
Quem sabe isso passa sendo eu tão inconstante
Quem sabe o amor tenha chegado ao final
Não vou dizer que tudo é banalidade
Ainda há surpresas mas eu sempre quero mais
É mesmo exagero ou vaidade
Eu não te dou sossego, eu não me deixo em paz
Não vou pedir a porta aberta é como olhar pra trás
Não vou mentir nem tudo que falei eu sou capaz
Não vou roubar teu tempo eu já roubei demais
Tanta coisa foi acumulando em nossa vida
Eu fui sentindo falta de um vão pra me esconder
Aos poucos fui ficando mesmo sem saída
Perder o vazio é empobrecer
Não vou querer ser o dono da verdade
Também tenho saudade mas já são quatro e tal
Talvez eu passe um tempo longe da cidade
Quem sabe eu volte cedo ou não volte mais


“As Mulheres de Atenas” é uma peça que o dramaturgo brasileiro Augusto Boal construiu tomando como ponto de partida duas comédias de Aristófanes: “Lisístrata” e “Assembleia de Mulheres”.
A primeira parte, baseada em “Lisístrata”, retrata a greve de sexo feita pelas mulheres para obrigarem os homens a acabar com a guerra. A segunda parte, baseada em “Assembleia de Mulheres” fala-nos sobre a ocupação do poder político por parte das mulheres. Tudo se passa numa fictícia Atenas, sem nenhum realismo.
Augusto Boal dedicou “As mulheres de Atenas” a todos os movimentos de libertação feminina e a todas as feministas que o ajudaram a escrever esta peça, quer através dos seus livros, das suas pesquisas ou através dos seus exemplos de vida.
Mirem-se no exemplo daquelas mulheres de Atenas

Estive a pensar e quero viver a minha próxima vida ao contrário:
Começo morta e livro-me disso. Depois acordo num lar para a terceira idade, sentindo-me melhor cada dia que passa.
A seguir sou expulsa, por estar demasiadamente saudável. Gozo a minha reforma e recebo a minha pensão de velhice.
Então, quando começo a trabalhar, recebo um relógio em ouro como presente logo no primeiro dia. Trabalho 40 anos, até ser demasiadamente nova para trabalhar. Vou para o liceu e bebo álcool, vou a festas e sou promíscua.
Depois vou para a escola primária, brinco e não tenho responsabilidades.
Transformo-me então num bebé e passo os últimos 9 meses a flutuar pacifica e luxuosamente, em condições equivalentes a um spa, com ar condicionado, serviço de quartos entregue por cabo até que, acabo num grande orgasmo…
P.S. Parabéns Albarod
Recebi este "encanto" e tinha que partilhá-lo...

